Associação para a Defesa do Vale do Bestança

Notícias ADVB 2007/08

A instalação de parques eólicos na serra de Montemuro implica a condução da energia obtida por linhas de média tensão.
Entendemos que deverá haver algum cuidado no licenciamento de novos projectos impondo-se que os mesmos aproveitem os corredores de linhas já existentes, evitando-se, assim, a duplicação de linhas.
O problema colocou-se já na reunião do executivo camarário de Cinfães quanto ao licenciamento de um projecto da empresa Enersis, para um parque eólico no aro da Gralheira, em território inteiramente cinfanense, que prevê a travessia aérea das linhas cruzando o Bestança, a montante de Bustelo, de nascente para poente, quando um corredor de linhas existe já sobre o ribeiro de Alhões a distância muito próxima.
De realçar que estas travessias, além do prejuízo estético que causam e do impacte ambiental que provocam, criam servidões que não são de minimizar, onerando os terrenos onde se implantam.
Importará, pois, que se observem certas regras ambientais na implantação dos parques eólicos ( por maioria de razão nos que estão implantados só em território de Cinfães ), que não se devem concretizar a qualquer preço.

Sabiam que: Há 2000 anos, a população mundial correspondia a 3% da população actual, enquanto a disponibilidade de água permanece a mesma.
Em 2050 a água potável terá de ser partilhada por 9 mil milhões de pessoas em todo o mundo ( sendo partilhada por 6.5 mil milhões agora ).
Em média, cada pessoa gasta 1 milhão de litros de água por ano em comida, bebida e higiene. Por cada 1,000 litros de água utilizados pelo homem, resultam 10,000 litros de água poluída.
Mais de 4 milhões de pessoas morrem por ano devido à falta de água potável. Mais de mil milhões de pessoas não tem acesso a uma fonte de água potável.
À nossa escala, defendamos a pureza das águas do Bestança e pensemos na felicidade que temos em podermos beber água potável que dele é captada.